Não tenha medo das metáforas vivas

O coração caiu na mesa. Ele tossiu o próprio coração. Os amigos não acreditaram que isso era possível. O garçom veio com um pano de prato, queria ajudá-lo. Chamaram a ambulância, a polícia, a televisão. A repórter marcou uma entrevista, mas não conseguiu fazer nenhuma pergunta, estava perdida. Nem adiantaria fazer, ele não queria responder. Hospital. Foi para onde o levaram. Queriam colocar o coração de volta para dentro do corpo. Ele dizia que não, estava bem. Sempre quis deixar seu coração para fora, no mundo, nunca teve medo das metáforas vivas.

(dedicado a Regina Datti e Bob Pascoal)

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